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05. fev. 2019

GLÚTEN: o vilão dos celíacos.

O paciente com doença celíaca apresenta uma reação exagerada do sistema imunológico ao glúten, uma proteína que está presente na maioria dos alimentos, como por exemplo o trigo, o centeio, a cevada e o malte.

Geralmente a doença celíaca se manifesta na infância precoce, em sua forma clássica, meses após a introdução do glúten na dieta, contudo, por ser autoimune pode surgir em pessoas predispostas geneticamente.

Portadores dessa doença precisam seguir uma dieta rigorosa, caso contrário, sofrem muito com o desconforto que a proteína gera no organismo, como diarreia, anemia, perda de peso, osteoporose, câncer e até déficit de crescimento em crianças.

Diagnóstico

O diagnóstico sorológico da doença celíaca baseia-se na detecção de autoanticorpos, sendo mais comumente empregados os testes antigliadina, antiendomísio e antitransglutaminase tecidual. Diversos estudos mostram sensibilidade e especificidades superiores nos testes que realizam a detecção de IgA específica para esses antígenos, resultando em melhor correlação clínica quando comparados à detecção de IgG e IgM. Esses trabalhos mostram também que a pesquisa de IgA específica antitransglutaminase tecidual vem se tornando o teste de escolha para o diagnóstico e seguimento clínico da doença celíaca.

Os testes sorológicos têm se mostrado úteis também no seguimento da doença, especialmente para avaliar a resposta dos pacientes frente à dieta isenta de glúten. O esperado nessa situação é que os testes sorológicos venham a se tornar negativos. A doença celíaca tem associação com deficiência seletiva de IgA (em torno de 2% dos pacientes).

Portanto, para evitar a ocorrência de resultados falso-negativos, recomenda-se avaliar também os níveis séricos de IgA total quando se realiza a pesquisa de IgA antigliadina, antiendomísio e antitransglutaminase tecidual nesses pacientes.

A doença celíaca também tem forte associação com a presença de HLA DQ2 e/ou DQ8 e por este motivo a detecção destes genes por técnica de biologia molecular (CELIA) é um importante recurso para a avaliação da probabilidade de ocorrência da referida patologia no paciente.

Portadores de diabetes tipo I e/ou síndrome de Down, possuem maior predisposição genética para o desenvolvimento da doença celíaca.

Referências

  1. LEFFLER DA, SCHUPPAN D. Update on serologic testing in Celiac Disease. Am J Gastroenterol 2010.
  2. SETTY M, HORMAZA L, GUANDALINI S. Celiac Disease. Risk assessment, diagnosis and monitoring. Mol Diag Ther 2008.
  1. ARMSTRONG MJ, ROBINS GG, HOWDLE PD. Recent advances in coeliac disease. Curr Opin Gastroenterol 2009.

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