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IMUNO-HISTOQUÍMICA - LÂMINA

IMUNO-HISTOQUÍMICA

Muitas vezes o médico patologista precisa de técnicas complementares para se obter um diagnóstico preciso, e uma delas é o exame imuno-histoquímico.
O exame imuno-histoquímico usa anticorpos específicos para identificar os antígenos presentes nos tecidos. Estes anticorpos estão ligados a um corante específico ou enzima e quando ele se liga no antígeno resulta em uma coloração possível de ser visualizada em um microscópio óptico.

Essa técnica tem sido amplamente utilizada por médicos patologistas, sendo considerada fundamental para conclusões diagnósticas, decisões terapêuticas e acompanhamento do tratamento.

São muitas as aplicações da imuno-histoquímica:

Classificação molecular do câncer de mama
Alguns anticorpos como o receptor de estrogênio, receptor de progesterona, HER2/c-erbB-2 e Ki-67auxiliam na classificação dos perfis moleculares dos adenocarcinomas de mama (LUMINAL A, LUMINAL B, HER2 ou BASAL/ TRIPLO NEGATIVO). Esta classificação tem fator preditivo, pois auxilia na escolha do tratamento adequado para a paciente.

Diagnóstico para doenças infecciosas
A avaliação histológica para doenças infecciosas muitas vezes é de difícil identificação. A imuno-histoquímica pode identificar as moléculas produzidas por diversos agentes infeciosos e vírus como o citomegalovírus, vírus de Epstein-Barr, herpes simplex tipos I e II, hepatites B e C, HSV8 etc.

Diagnóstico diferencial entre tumores e estados reacionais/lesões benignas
Algumas vezes há uma sutil diferença histológica entre processos benignos/reacionais e malignidade, como por exemplo lesões linfoproliferativas x linfadenites; lesões esclerosantes da mama x carcinoma de mama; atrofia prostática x adenocarcinoma de próstata; nevo displásico x melanoma entre outros. A imuno-histoquímica é de grande valia nestes diagnósticos diferenciais.

Definição histológica de tumores indiferenciados
Algumas vezes a análise histopatológica gera dúvidas quanto a linhagem de determinado tipo de câncer. Há determinados anticorpos que ajudam nesta diferenciação, como por exemplo, sarcoma x linfoma x carcinoma. Como cada tipo de câncer tem um tratamento e evolução diferente, é de fundamental importância esta diferenciação.

Definição histológica de tumores indiferenciados
Alguns anticorpos podem ser utilizados para identificar móleculas-alvo para tratamentos oncológicos, auxiliando na melhor escolha medicamentosa. Alguns exemplos são receptores de estrogênio, progesterona e c-erbB-2/HER2 no câncer de mama, o CD20 nos linfomas, o EGFR e VEGFR em diversos tipos de tumores, entre outros.

 Fatores prognósticos de neoplasias
Alguns anticorpos são utilizados para identificar o comportamento de um determinado tipo de câncer, corroborando para fornecer informações prognósticas.

Pesquisa de sítio primário de lesões metastáticas
Algumas lesões metastáticas são descobertas sem sítio primário conhecido ou identificado clinicamente, nestes casos a imuno-histoquímica pode sugerir o sítio primário mais provável e auxiliar na escolha do tratamento e prognóstico para o paciente.

Determinação de tipo / subtipo de linfomas e leucemias
A adequada classificação destas neoplasias permite o tratamento personalizado e mais eficaz, bem como conhecimento do prognóstico.

Hibridização "in situ"
Consiste numa técnica onde se utiliza a especificidade de sondas de DNA sintetizadas com sequências complementares específicas para pesquisa de segmentos gênicos de agentes etiológicos, geralmente virais. O sinal positivo se consegue adicionando moléculas cromogênicas a essas sondas e revelando-as à semelhança das reações imuno-histoquímicas, porém com maior sensibilidade e especificidade.
As principais aplicações são o HPV (Human Papiloma Vírus), separando o coquetel de sondas para os tipos de baixo risco (tipos 6 e 11) e os de alto risco (tipos 16, 18, 31, 33, e outros). O EBV (Epstein Barr Vírus): sobretudo nos tumores onde a sensibilidade da reação imuno-histoquímica é baixa, como linfoepiteliomas e linfomas não Hodgkin, e o HPV tipo6.

Ambos os exames, imuno-histoquímica e hibridização “in situ”, podem ser feitos a partir do material anatomopatológico em formalina ou emblocado em parafina. Há também a possibilidade de realizar a imuno-citoquímica aplicada em esfregaços sob lâmina/amostras citológicas.

IMUNO-HISTOQUÍMICA

IMUNO-HISTOQUÍMICA

Referências
FONTEMD. Imuno-histoquímica. Disponível em: <http://fontemd.com/exames/imuno-histoquimica/> Acesso em: 26 jul. 2018.
APC. Hibridização “in situ”. Disponível em: <http://www.apclab.com.br/hibrid_in_situ.html> Acesso em: 26 jul. 2018.
ANTICORPOS LABORATÓRIOS. Imuno-histoquímica. Disponível em: <https://www.anticorpos.com.br/exames/imuno-histoquimica> Acesso em: 26 jul. 2018.

 

 

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