Guia de Exâmes

Guia de Exames

INFECCIOSAS HIV | HEPATITES VIRAIS

HIV

O vírus da imunodeficiência humana (HIV) é o agente causador da síndrome de imunodeficiência adquirida (AIDS). Essa síndrome é caracterizada pelo colapso das defesas imunes do paciente e permanece sem cura. Há um conjunto de testes laboratoriais em biologia molecular que pode ser utilizado para o diagnóstico e monitoramento das infecções causadas pelo HIV. A detecção do RNA viral a partir do sangue periférico tem seu papel no diagnóstico de indivíduos recentemente infectados, no contexto da transmissão materno infantil, durante a gravidez, na presença de doenças autoimunes e outras condições.

A detecção do RNA viral como etapa confirmatória para a detecção da infecção pelo HIV já está incluída em um dos algoritmos de diagnóstico preconizados pela Anvisa. O teste de quantificação do RNA viral tem seu papel no início e no monitoramento do sucesso da terapia antiretroviral.

Esse teste quantitativo, também referido como quantificação da carga viral, é amplamente utilizado no acompanhamento dos pacientes infectados pelo HIV. O exame de genotipagem é realizado para a detecção de mutações no genoma viral que conferem resistência aos medicamentos utilizados na terapia combinada. É de fundamental importância para o controle da replicação viral determinando a escolha do regime terapêutico a ser utilizado, especialmente durante a troca do regime terapêutico ou durante a falha de medicamentos.

Veja no quadro abaixo o nome dos exames e códigos DB.

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Hepatites Virais

 

HCV

O vírus da hepatite C (HCV) é o agente causador de uma hepatite viral que se torna crônica em até 85% dos pacientes. Esse agente pode ser detectado e monitorado laboratorialmente por uma série de exames com emprego de técnicas de biologia molecular. A pesquisa qualitativa do RNA do HCV permite distinguir entre infecções presentes ou passadas, e complementa o diagnóstico sorológico. O exame quantitativo do RNA do HCV (também referido como quantificação da carga viral) serve para detectar e mensurar o número de cópias do RNA genômico viral no sangue do paciente. Além de confirmar a presença de infecção ativa, esse teste permite a avaliação da resposta ao tratamento, e o monitoramento do mesmo ao longo do tempo. O exame referido como genotipagem do HCV permite a identificação do genótipo do HCV que está presente na infecção do paciente. Essa informação permite o ajuste da terapia, já que os diferentes genótipos, por responderem de forma diferenciada ao tratamento, possuem esquemas de tratamento específicos.

Veja no quadro abaixo o nome dos exames e códigos DB.

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HBV

O virus causador da hepatite B (HBV) é capaz de estabelecer infecções crônicas nos pacientes que já apresentaram quadros de cirrose hepática, insuficiência hepática e carcinoma hepatocelular. Entre os exames de biologia molecular empregados para o diagnóstico e monitoramento das suas infecções, está a detecção do DNA viral que identifica a presença do vírus no sangue periférico e auxilia no diagnóstico das infecções pelo HBV. O teste quantitativo do DNA viral auxilia na decisão do tratamento e permite avaliar a eficácia do mesmo ao longo do tempo. Há também o exame de genotipagem do HBV, que além de identificar qual genótipo viral está causando a infecção, permite a identificação de mutações de resistência no genoma viral capazes de minimizar a eficácia da terapia. Esse exame é particularmente importante em casos onde ocorre a falha terapêutica e em situações de reinício do tratamento em pacientes que já foram tratados.

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Referências
1. Centers for Disease Control and Prevention - https://www.cdc.gov/
2. Ministério da Saúde do Brasil - http://www.aids.gov.br/
3. Organização Mundial da Saúde - http://www.who.int/

 

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