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PERFIL GENÉTICO CARDIOVASCULAR

A doença cardiovascular é a principal causa de mortes no mundo. Embora afete com maior frequência adultos com idade avançada, é comum, hoje em dia, pessoas cada vez mais jovens com problemas cardiovasculares.

Por causa da alta gravidade e do impacto do estilo de vida na incidência dos problemas cardiovasculares foram criadas diferentes formas de se calcular este risco, entre elas os índices SCORE, Framingham, PROCAM ou Regicor.

Utilizando estes algoritmos é possível quantificar o risco do individuo em desenvolver um problema cardiovascular (como infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral) nos próximos 10 anos. Os cálculos classificam os riscos da pessoa em quatro graus: baixo (inferior a 5%), moderado (5 a 9,9%), alto (10 a 14,9%) e muito alto (superior a 15%).

Os fatores de risco cardiovascular são classificados em variáveis e não variáveis. Os fatores variáveis são aqueles baseados no estilo de vida da pessoa e incluem tabagismo, consumo de álcool, sedentarismo, má alimentação, níveis elevados de colesterol, hipertensão arterial, obesidade abdominal, diabetes mellitus entre outros. Já os fatores não variáveis são aqueles que independem das escolhas do indivíduos como: idade, gênero, histórico familiar e fatores genéticos de predisposição.

Mais da metade dos eventos cardiovasculares ocorrem em pacientes classificados como baixo risco ou moderado. Este fato demonstra que os algoritmos utilizados ao não levarem em consideração a predisposição genética do paciente podem classificá-lo de forma não ideal.
A incorporação dos fatores genéticos nos algoritmos de risco possibilita a estratificação do risco cardiovascular de forma mais precisa, identificando aqueles pacientes que necessitam de acompanhamento mais acirrado ou até mesmo iniciar as medidas redutoras de risco. Esta melhora na classificação do risco é especialmente importante na população de risco coronário moderado.

O perfil genético PGCAR possibilita estabelecer, de forma mais precisa e confiável, o risco cardiovascular através da análise de 173
polimorfismos genéticos. Sendo avaliadas 162 variantes genéticas associadas a fatores de risco cardiovascular clássicos e 11
independentes dos mesmos.
Este perfil integra informações genéticas, dados clínicos e o estilo de vida do paciente, permitindo determinar de forma mais precisa:

  • O risco cardiovascular real, levando em consideração o risco relativo do paciente juntamente com genes associados com aumento do risco de infarto do miocárdio;
  • A idade cardiovascular do paciente, independente da sua idade cronológica;
  • O risco de desenvolvimento de fatores de risco clássicos baseados na genética do indivíduo como: dislipidemias e aumento de triglicérides, hipertensão arterial, diabetes mellitus, obesidade, trombose e dependência à nicotina.

Através da incorporação destas informações nos cálculos de risco do paciente foi possível reclassificar 7% dos pacientes de baixo risco para risco moderado, 15% dos pacientes de risco moderado para risco alto e 23% dos pacientes de risco alto para risco muito alto. Permitindo em alguns casos o início de medidas redutoras de risco. Isto ocorre devido ao impacto da predisposição genética no risco de desenvolvimento de problemas cardiovasculares.

Indicações
O perfil genético PGCAR está especialmente indicado para:
• Pessoas com antecedentes familiares de doenças cardiovasculares;
• Pessoas que desejam conhecer seu risco cardiovascular para ter uma melhor qualidade de vida e longevidade.

PERFIL GENÉTICO CARDIOVASCULAR - LÂMINA

 

Referências:

1.Carla Lluís-Ganella, et al. Efecto aditivo de diferentes variantes genéticas en el riesgo de cardiopatía isquémica. Rev Esp Cardiol. 2010;63(8):925-33.
2.Lluis-Ganella C, et al. Assessment of the value of a genetic risk score in improving the estimation of coronary risk. Atherosclerosis (2012), http://dx.doi.org/10.1016/j. atherosclerosis.2012.03.024
3.Marrugat J, et al. Relative validity of the 10-year cardiovascular risk estimate in a population cohort of the REGICOR study. Rev Esp Cardiol. 2011;64:385-94.
4.Perk J, et al. European Guidelines on cardiovascular disease prevention in clinical practice (version 2012). Eur Heart J. 2012;33:1635-701.

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