Guia de Exâmes

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DENGUE

A dengue é uma doença viral causada por um arbovírus homônimo da família Flaviviridae, gênero Flavivirus, que inclui quatro
tipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. O vírus da dengue é transmitido por mosquitos fêmeas, principalmente da espécie Aedes
aegypti e, em menor proporção, da espécie Aedes albopictus. Esses mosquitos também transmitem os vírus de febre amarela,
chikungunya e zika. O período de incubação médio de 5 a 6 dias e os sintomas clínicos são caracterizados por febre alta (39°C
a 40°C), de início abrupto, seguido de cefaleia, mialgia, prostração, artralgia, dor retro-orbital, astenia, anorexia, náuseas,
vômitos, exantema e prurido cutâneo. As formas hemorrágicas da doença são as mais graves e podem ocorrer: gengivorragia,
petéquias e equimoses, gastroenterorragia, choque e morte.

Nesse contexto, diversos testes e metodologias foram empregados para auxiliar na precisão do diagnóstico clínico e
tratamento dos pacientes. Atualmente, o DB Diagnósticos dispõe de três metodologias. O antígeno de NS1 é uma glicoproteína
não estrutural, que é essencial à replicação viral. Durante a fase aguda da infecção, a NS1 é encontrada circulando no soro de
pacientes em concentrações detectáveis por métodos imunológicos. É considerado atualmente como um marcador de
infecção pelo vírus da dengue antes do aparecimento dos anticorpos das classes IgM e IgG, permitindo detecção precoce do
vírus, 24 horas após o início dos sintomas, além de ser encontrado nas infecções primárias e secundárias.

A detecção de anticorpos IgG e IgM sorologia – Método Enzyme-Linked Immunosorbent Assay (ELISA). Atualmente esses testes
captam os quatro sorotipos e devem ser solicitados a partir do sexto dia do início dos sintomas. A detecção desses anticorpos
pode ser útil na diferenciação entre infecções primárias e secundárias.

O uso de métodos moleculares tem sido apontado como uma das principais ferramentas para o diagnóstico devido a sua alta sensibilidade e
especificidade. Diminui assim o risco de resultados falso-positivos ou falso-negativos e também por suaimportância nos estudos epidemiológicos para o entendimento da distribuição da infecção dentro das populações.

A detecção específica do vírus da dengue por PCR pode ser realizada de forma precoce, além de permitir a diferenciação de outras infecções transmitidas pelo mesmo vetor (chikungunya e zika). Dessa forma, a detecção quantitativa da dengue por PCR em tempo real, tem grande importância por ser um método sensível, preciso e ágil.

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Referências
1. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis.
Dengue: manejo clínico – adulto e criança. Disponível em:
https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2016/janeiro/14/dengue-manejo-adulto-crianca-5d.pdf.
2. FIOCRUZ Paraná. Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP). Kit de diagnóstico para dengue recebe registro da Anvisa.
25 out. 2019. Disponível em: https://portal.fiocruz.br/noticia/kit-de-diagnostico-para-dengue-recebe-registro-da-anvisa.
3. Para Dengue, marcadores sorológicos com cinéticas diferentes. Labnetwork 11 dez. 2013. Disponível em:
https://www.labnetwork.com.br/noticias/para-dengue-marcadores-sorologicos-com-cineticas-diferentes/.

 

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