Guia de Exâmes

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INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

As infecções sexualmente transmissíveis (IST) são um grave problema de saúde pública, incluindo infecções por chlamidia,
gonorreia, herpes, hepatites, HIV, HPV, sífilis, tricomoníase, entre outras. Entre as IST mais comuns, as manifestações
clínicas são caracterizadas por corrimentos, feridas e bolhas ou verrugas, principalmente na região genital. Porém, em
muitos casos, não há qualquer sintoma evidente até que a doença já esteja em estágios mais avançados. A transmissão
das IST se dá principalmente por contato sexual, sem o uso de preservativo, com uma pessoa que esteja infectada.
Também podem ser transmitidas da mãe para o bebê, durante a gestação, ou no momento do parto normal, além do
compartilhamento de seringas e agulhas durante o uso de drogas injetáveis ou, ainda, por transfusão de sangue
contaminado.

Os quadro abaixo apresentam as principais IST, suas possíveis manifestações clínicas e os códigos disponíveis no DB para exames moleculares:

INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

Painel para infecções sexualmente transmissíveis − DSTPC

Como as IST são geralmente assintomáticas e, quando apresentam sintomas, estes não são específicos, torna-se difícil
o correto diagnóstico clínico. Nesse contexto, a pesquisa de diversos patógenos para diagnóstico diferencial e correta
conduta terapêutica é essencial, sendo que as técnicas de Biologia Molecular têm se mostrado com alta sensibilidade e
especificidade sendo recomendadas pelos principais órgãos de saúde internacionais, como o CDC (Centers for Disease
Control and Prevetion).

O teste DSTPC − DST − DETECÇÃO POR PCR MULTIPLEX, realizado pelo DB Molecular, é um exame capaz de detectar, de uma
única vez, sete diferentes patógenos causadores de IST, além de utilizar um alvo adicional como controle interno da
reação, garantindo a alta qualidade dos resultados obtidos, visando ao diagnóstico preciso e ágil, de grande importância
e relevância clinico-laboratorial.

Os patógenos analisados neste teste são:

• Chlamydia trachomatis;

• Neisseria gonorrhoeae;

• Mycoplasma genitalium;

• Trichomonas vaginalis;

• Mycoplasma hominis;

• Ureaplasma urealyticum;

• Ureaplasma parvum.

Aspectos técnicos

O painel DSTPC é um teste multiplex realizado com a detecção por PCR em tempo real dos patógenos alvos. A detecção
se dá pelo reconhecimento de regiões específicas presentes no material genético dos agentes infecciosos, conferindo
ao teste alta sensibilidade e especificidade. Sua realização é possível em vários tipos amostrais, como urina, secreções
endocervicais, uretrais e vaginais. Os resultados obtidos têm alta qualidade mesmo entre os diferentes meio de coleta,
como o ThinPrep (Hologic), CellPreserv (Kolplast) e Digene (Qiagen).

Pesquisa de expressão das oncoproteínas E6 e E7

O câncer cervical (ou de colo do útero) é o terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás do câncer de
mama e do colorretal, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Estima-se que no país haja mais de
16.300 novos casos todos os anos e com uma taxa de mortalidade superior a 30%. Diferente de outros tipos de câncer, ele
afeta uma população mais jovem: mulheres de 30 a 60 anos. O HPV (Human papillomavirus) é o principal agente causador
do câncer cervical. Existem mais de 100 tipos de HPV e aproximadamente 25 afetam o trato genital tanto feminino
como masculino, sendo essa a patologia de transmissão sexual mais comum em pessoas sexualmente ativas.

A pesquisa de expressão das oncoproteínas E6 e E7 é uma análise que consiste em uma hibridação in situ do RNAM das
regiões E6 e E7 do vírus oncogênico e análise posterior mediante citometria de fluxo. Diferentemente de outras técnicas,
esse teste não destrói a célula, permitindo quantificar a porcentagem de células que super-expressam as oncoproteínas
E6 e E7. O teste tem mais uma vantagem sobre as outras técnicas, pois identifica as infecções persistentes de
qualquer tipo de HPV de alto risco oncogênico e não aqueles que desaparecem espontaneamente, de maneira que a
especificidade e o valor preditivo positivo são superiores às demais detecções de HPV.

INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

Exames complementares

Para facilitar o diagnóstico de diferentes patógenos sem submeter o paciente a diversas coletas que podem ser
incômodas, há a possibilidade de inclusão de outros exames utilizando o mesmo material já encaminhado, como:

INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

Referências

1. BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Disponível em: www.aids.gov.br.
2. CDC − CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Disponível em: https://www.cdc.gov/std/default.htm.
3. OMS − ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Diagnóstico laboratorial de doenças sexualmente transmissíveis, incluindo o
vírus da imunodeficiência humana. 2013. Disponível em: https://www.who.int/reproductivehealth/publications/rtis/9789241505840/pt/.

 

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