LÂMINA IMUNO-HISTOQUÍMICA

A imuno-histoquímica é um método de diagnóstico complementar amplamente utilizado na prática da anatomia patológica e que utiliza o princípio antígeno-anticorpo para determinar a expressão de biomarcadores específicos em diferentes tipos de células e tecidos. Possibilita uma análise semiquantitativa de proteínas-alvo permitindo avaliar sua expressão, sua distribuição e sua localização.

A base da imuno-histoquímica é a reação antígeno-anticorpo, na qual o anticorpo reconhece o antígeno pela especificidade de seu parátopo*, desenhado para se ligar a epítopos** particulares.

O antígeno é uma molécula, geralmente uma proteína ou polissacarídeo, capaz de deflagrar uma resposta imunológica com a produção de anticorpos que o reconhecem e estabelecem
ligações. O anticorpo reconhece o antígeno pela especificidade de seu parátopo.

*Parátopo: região do anticorpo que reconhece o antígeno.
**Epítopo: porção do antígeno que interage com o anticorpo.

Anticorpos

Para garantir a qualidade do exame, anticorpos primários de alta qualidade devem ser utilizados, devido à especificidade antigênica. Para assegurar a especificidade, atenção especial deve ser dada ao clone utilizado, visto que a conformação da proteína pode mudar durante a reativação.

Além disso, outro ponto de atenção é a utilização de anticorpos monoclonais ou policlonais Anticorpos monoclonais se ligam a um único epítopo da proteína-alvo, reduzindo a incidência de ligações não específicas. Já os policlonais, por se ligarem a vários epítopos da mesma proteína-alvo, aumentam a sensibilidade por esta ser menos afetada pelas mudanças na conformação proteica após a recuperação antigênica, e aumentam o sinal, por obter mais ligações.

O DB Patologia utiliza apenas anticorpos padronizados e validados em plataformas semi e automatizadas. Todos os processos seguem um rígido processo de validação interna, conforme preconizado pela Nordic immunohistochemical Quality Control (NordiQC).

Métodos de detecção

Os anticorpos utilizados na técnica de imuno-histoquímica são marcados utilizando-se substâncias fluorescentes, enzimático cromogênico, radioativos ou ouro coloidal que são ligados a esses anticorpos, permitindo a visualização em microscópio comum ou de fluorescência, quando utilizados fluorocromos. Os métodos de detecção mais utilizados são:

1 – Método direto – o marcador é ligado ao anticorpo primário, que se liga diretamente ao antígeno alvo.

2 – Método Indireto – além do anticorpo primário, é utilizado um anticorpo secundário e este está conectado ao marcador. Este método tem maior sensibilidade se comparado ao direto, pelo fato de os anticorpos secundários reagirem a diferentes antígenos presentes no anticorpo primário, o que leva a uma amplificação de sinal.

3 – Método de Amplificação de Sinal – também conhecido como método “Sanduiche” é o mais comum. Utiliza-se um anticorpo primário, um secundário e um marcador de complexo enzimático, em geral, o avidina-biotina ou por polímeros para amplificação do sinal visual.

IMUNO-HISTOQUÍMICA

Controle de qualidade

A execução das técnicas de controle de qualidade é uma das etapas pré-analíticas mais importantes da imuno-histoquímica, por isso o DB conta com equipe técnica de profundo conhecimento e faz uso de reagentes padronizados e de alta qualidade.

No controle de qualidade, devem ser avaliados tanto os reagentes como a viabilidade e a fixação da amostra de tecido.

IMUNO-HISTOQUÍMICA

Para garantir a interpretação correta dos casos, é necessária a realização de controles positivos, sendo que a forma mais utilizada é o uso de amostras teciduais com expressão previamente conhecida para o marcador utilizado.

Da mesma forma, controles negativos são utilizados avaliando a especificidade do anticorpo, no qual se espera que não haja reações cruzadas.

Fatores pré-analíticos

A fase pré-analítica, assim como na maioria das técnicas diagnósticas, também é crucial para a imuno-histoquímica. O principal fator, neste caso, está relacionado à preservação do material por meio da fixação com formalina 10% tamponada.

Após coletado, o tecido inicia imediatamente um processo de autodigestão, chamado autólise, que degradará as células de forma irreversível e proporcional ao tempo até a fixação correta. Idealmente, o material deve ser colocado em formalina 10% tamponada imediatamente após a coleta. Devido a essa fixação na formalina, ocorrem alterações conformacionais dos epítopos. Por isso, faz-se necessário o tratamento dos tecidos para a reorganização proteica, o que define o processo de recuperação antigênica.

A recuperação antigênica aumenta a sensibilidade do método, evitando falsos negativos e pode ser feito por digestão enzimática ou calor.

Aplicações

As aplicações mais comuns para a Imuno-histoquímica são:


• Confirmação diagnóstica;
• Classificação de tumores;
• Subtipagem de linfomas e leucemias;
• Diagnóstico de doenças infecciosas;
• Avaliação de mutações específicas;
• Diferenciação diagnóstica em neoplasias indiferenciadas;

• Predição de resposta terapêutica;
• Determinação de micrometástases;
• Determinação de sítio primário em neoplasias de origem desconhecida;
• Prognóstico de doenças;
• Pesquisa de infertilidade.

Sistemas automatizados e manuais

O processamento da imuno-histoquímica pode ser feito de forma manual ou automatizada.

Os métodos automatizados melhoram o fluxo de trabalho e têm as seguintes vantagens:


• Padronização das reações, sendo independente de habilidades individuais;
• Alta reprodutibilidade dos testes, garantida pelo seguimento rígido de protocolos;
• Melhoria do controle de erros, pela automação;
• Monitoramento constante do processo;
O DB Patologia utiliza um sistema semi e automatizados, de empresas globais, com excelência no setor.

Especialidades

Algumas especialidades, como Neuropatologia, Sarcomas e Hematopatologia são reconhecidamente de grande complexidade, sendo a qualidade do resultado muito dependente da qualificação e especialização do patologista. Todas são cobertas pelo DB Patologia.

Imuno-histoquímica no SUS e Saúde Suplementar

O exame de imuno-histoquímica está previsto tanto no SUS – Sistema Único de Saúde, quanto no sistema suplementar, no ROL de Procedimentos para cobertura mínima, divulgado pela ANS.

Nossos serviços

• Logística especializada e capilarizada, em todo território nacional;
• Assessoria médica e científica;
• Portfólio completo de exames

 

Referências
VERSÃO: 02-2021
EXPEDEON . Immunohistochemistry Principles, uses and methods. Disponível em: https://www.expedeon.com/immunohistochemistry-principles-uses-and-methods-2/.
FERRO, AB. Imunohistoquímica. [livro online]. Lisboa: 2013. https://repositorio.ipl.pt/bitstream/10400.21/4569/1/Imunohistoqu%C3%ADmica.pdf.
NOVUS BIOLOGICAS. Immunohistochemistry (IHC) Handbook. Disponível em: http://images.novusbio.com/design/BR_IHCGuide_011017_web.pdf.
TAYLOR, CR; RUDBECK, L. . Immunohistochemical Staining Methods. Sixth Edition. Dako.
https://www.agilent.com/cs/library/technicaloverviews/public/08002_ihc_staining_methods.pdf.

 

 

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