Guia de Exâmes

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X FRÁGIL

A Síndrome do X frágil (FMR1) é uma condição ligada ao cromossomo X e está associada à deficiência intelectual e a
comportamentos semelhantes ao autismo.

Esta síndrome é causada por uma alteração genética no gene FMR1 localizado no braço longo do cromossomo X. Na
região 5’ não traduzida desse gene, encontramos um número de repetições de trinucleotídeos CGG. No caso da
Síndrome do X frágil podemos observar a expansão desses trinucleotídeos CGG na região específica do gene FMR1. O
produto desse gene é uma proteína chamada FMRP, essencial na formação e organização das sinapses e está presente
em concentrações elevadas principalmente no cérebro e nos testículos. Quando o número de repetição dos trinucleotídeos
for acima de 200 vezes, ocorre uma supressão na transcrição do gene FMR1, gerando uma deficiência genética
da proteína FMRP denominada de Síndrome do X frágil.

A classificação do número de repetições de trinucleotídeos CGG no gene FMR1 são determinadas como mostra o quadro
abaixo:

X FRÁGIL

Interpretação clínica e avaliação do risco da Síndrome do X frágil e desordens relacionadas.
Quatro perfis fenotípicos podem ser observados baseando-se no número de repetições CGG e
no status de metilação do gene FMR1

• Indivíduos com mutação completa apresentam em sua maioria a Síndrome do X frágil de forma clássica, caracterizada
por retardo mental, traços de autismo e desafios emocionais e psiquiátricos;

• Indivíduos do sexo masculino com mutação completa de FMR1 e alelos totalmente metilados, têm deficiência intelectual
moderada e uma aparência característica. Mais de 90% dos homens com FMR1 mutado têm características autistas
e até 60% dos critérios de diagnósticos para síndromes do espectro autista;

• Nas mulheres, o impacto de mutações completas é tamponado pelo
fenômeno de inativação de um dos cromossomos X, de tal forma que
30% a 50% terão a síndrome;

• Os portadores de pré-mutações (55-200 CGG) são conhecidos pelo
risco de apresentar insuficiência de ovário primário associado ao X frágil,
uma das principais causas de disfunção do ovário em mulheres;
Síndrome de tremor e ataxia frágil X que está principalmente associado
ao Parkinson e à demência em portadores do sexo masculino, com idade
superior a 50.

Para o diagnóstico dessa síndrome, o DB Molecular oferece o teste de
detecção do X frágil. Esse teste é realizado com a extração de DNA do
sangue total, amplificado pela reação de PCR e analisado na plataforma
de eletroforese capilar. O resultado dessa análise permite determinar o
número de repetições CGG encontrada no gene FMR1, como pode ser
observado no gráfico ao lado e assim determinar se o indivíduo é normal,
intermediário, pré-mutado ou mutado.

X FRÁGIL

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Referências

1. BRIDGET, A. et al. Syndromic autism spectrum disorders. Dialogues in Clinical Neuroscience. 2017, v. 19. n. 4.
2. MANUAL DO KIT AMPLIDEX™PCR. Instruções do fabricante Asuragen
3. SHERMAN, S. et al. Fragile X syndrome: diagnostic and carrier testing. . out. 2005, v. 7, n. 8.

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